CEAVAP - HISTÓRIA

Instalada na cidade de Roseira, estado de São Paulo, região do Vale do Paraíba, a FACULDADE DE ROSEIRA – FARO é mantida pelo Centro de Estudos Ambientais do Vale do Paraíba – CEAVAP, pessoa jurídica de direito privado.

O CEAVAP conta com direção idônea, constituída por profissionais de ampla experiência, sempre na qualificação do seu corpo discente.

O CEAVAP se localiza numa Reserva Ecológica da área de Preservação Ambiental de Roseira Velha, no município de Roseira, também sob sua mantença. Sua história funde-se com a da FAZENDA BOA VISTA, precursora da mantenedora e da mantida, que passou pelos diversos ciclos econômicos da região: engenho de açúcar e aguardente no final do século XVIII, fazendo de café no século XIX a fazenda produtora de leite e arroz no século XX. A extensa vegetação, o pomar e os jardins constituem uma mostra da fauna vale-paraibana e brasileira.

Desde 1973, nela se criou o Pátio das Artes, entidade cultural que participa ativamente de movimentos ligados à educação e consciência ecológica da região, promovendo eventos e recebendo colégios, empresas, grupos de terceira idade, clubes, entre outros, que utilizam o espaço da reserva para visitas, aprendizagem e lazer.

O CEAVAP iniciou seu projeto, na área da educação ambiental, em 2004. Criou-se a Escola-Fazenda Boa Vista, com o curso técnico de Meio Ambiente. Em 2005, foi autorizado o Ensino Médio e o curso técnico em Química e Bioquímica. Na sequência outros cursos técnico foram implementados.

A instituição localiza-se na região do Vale do Paraíba, onde mais de 420 empresas da área de meio ambiente, química e bioquímica estão instaladas. Além dessas, existe um significativo número de empresas que embora não sejam consideradas desses ramos, atuam em segmentos correlatos. Pode-se, a partir destes dados, aquilatar a demanda por profissionais qualificados para atender as diferentes necessidades destas organizações.

A Faculdade de Roseira – FARO, integrante projeto do CEAVAP, foi credenciada em 14/11/2008 e instalada em uma região em franco progresso e desenvolvimento: a região do Vale do Paraíba. A instituição está ciente das necessidades sociais da região, ainda carente de programas de formação superior de qualidade e acessíveis em diversas áreas e desta forma, pretende continuar a estimular e participar da busca pelo desenvolvimento sustentável, tecnológico e dos setores produtivos. Oferece os seguintes programas de educação superior: Engenharia Ambiental, Engenharia Química, Tecnologia em Gestão Ambiental, Tecnologia em Processos Ambientais, tecnologia em Manutenção Industrial e Tecnologia em Saneamento Ambiental.

O CEAVAP através do apoio e parceria com o Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL (Lorena), desde 2004, abriga em suas instalações cursos de Pós-Graduação lato-sensu, na área ambiental e correlatas.


Faculdade de Roseira

A FARO foi criada com a finalidade de ser uma instituição dedicada à pesquisa e ao ensino de qualidade na área ambiental e afins. Seus projetos são desenvolvidos a partir de uma postura filosófica - didático - pedagógica de excelência e alta qualificação, contando com:

- Estrutura curricular de elevada qualidade, atualizada e comprometida com as necessidades sociais contemporâneas;

- Completa sintonia com o mundo empresarial, com ênfase na área industrial e suas necessidades de mão de obra especializada;

- Corpo docente de alta titulação e produção científica;

- Biblioteca com acervo bibliográfico atualizado permanentemente, informatizada e com estrutura física perfeitamente adequada às necessidades dos acadêmicos;

- Atividades complementares cuidadosamente estudadas e adequadas à formação integral dos acadêmicos; Reduzido número de vagas e dimensão das turmas fundamentais à qualidade do aprendizado;

Instalações adequadas: salas de aula amplas e com todos os recursos áudio- visuais, laboratórios (Físico-químico, Microbiologia e Bioquímica, Eletricidade e Eletrotécnica, Ar Condicionado e Refrigeração, Energia, Análise Instrumental, Solos, Sementes e Plantas) amplos e devidamente equipados e moderno laboratório de informática.


Pátio das Artes

O Pátio das Artes é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que tem duração por tempo indeterminado, com sede no Centro de Estudos Ambientais do Vale do Paraíba – CEAVAP, município de Roseira - SP e foro judiciário Comarca de Aparecida, Estado de São Paulo.


Nossos Objetivos

- Promover atividades culturais, educacionais e artísticas visando despertar os jovens e o público em geral para as artes, literatura, cinema, teatro, música, folclore e as relações homem-natureza;

- Preservar o patrimônio cultural e ambiental da Fazenda Boa Vista em Roseira Velha, bem como e, sempre que possível, do município de Roseira e da Região Vale paraibana;

- Defender a memória regional;

- Promover atividades sócio-educativas na área ambiental, bem como, culturais e de lazer úteis ao desenvolvimento integral da criança e do adolescente.


Para atingir esses objetivos, o Pátio das Artes, se propõe:


- Promover cursos regulares e intensivos;

- Realizar reuniões, encontros, círculos de estudos, conferências, debates, seminários, simpósios e congressos;

- Apoiar todo movimento que vise a preservação da natureza e do patrimônio cultural de Roseira e da Região Vale paraibana;

- Organizar e manter em funcionamento um arquivo, uma biblioteca e uma filmoteca especializados em assuntos culturais, com ênfase na Fazenda Boa Vista, no município de Roseira e na região Vale paraibana;

- Manter em funcionamento um eco - museu na Fazenda Boa Vista, em Roseira;

- Promover a apresentação de grupos folclóricos da região;

- Restaurar as festas populares e tradicionais do município de Roseira e da região do Vale do Paraíba;

- Registrar fotogfraficamente a fauna, a flora, a paisagem, a arquitetura, as festas, os usos e costumes do município de Roseira e da Região.

- Realizar reuniões, encontros, círculos de estudos, conferências, debates, seminários, simpósios e congressos; Apoiar todo movimento que vise a preservação da natureza e do patrimônio cultural de Roseira e da Região Vale paraibana;

- Organizar e manter em funcionamento um arquivo, uma biblioteca e uma filmoteca especializados em assuntos culturais, com ênfase na Fazenda Boa Vista, no município de Roseira e na região Vale paraibana;

- Manter em funcionamento um eco - museu na Fazenda Boa Vista, em Roseira;

- Promover a apresentação de grupos folclóricos da região;

- Restaurar as festas populares e tradicionais do município de Roseira e da região do Vale do Paraíba;

- Registrar fotogfraficamente a fauna, a flora, a paisagem, a arquitetura, as festas, os usos e costumes do município de Roseira e da Região.

RBMA - Posto Avançado de Roseira

Embora tenha aderido ao Programa MaB e criado seu Comitê Nacional – COBRAMAB desde 1974, foi apenas em 1991 que o Brasil aprovou junto à UNESCO , sua primeira Reserva da Biosfera, a da Mata Atlântica. Essa demora, no entanto teve seu lado positivo: as décadas de 1970 e 1980 foram extremamente ricas no debate sobre a conservação ambiental no Brasil e no Mundo e novos conceitos e estratégias de conservação surgiram ou se firmaram a exemplo dos Corredores Ecológicos, das áreas envoltórias de Parques, do manejo de bacias hidrográficas, dos cinturões verdes no entorno das cidades, das Àreas Protegidas Privadas, das Reservas Comunitárias, do manejo participativo e da cogestão de Áreas Protegidas. Todos esses aspectos foram incorporados na proposta de criação da RBMA.

Em paralelo a esses avanços conceituais, nessa época dezenas de parques e áreas protegidas foram criadas no país, muitos deles na Mata Atlântica; aumentou significativamente a consciência ambiental da Sociedade Brasileira; criaram-se centenas de ONGs ambientalistas; e reformulou-se e aprimorou-se toda a legislação ambiental a partir da nova Constituição Federal de 1988. Foram anos de grande dinâmica social e política ligada à redemocratização do país e intensa mobilização em defesa do meio ambiente. A área ambiental teve como temas principais, além da poluição atmosférica nas metrópoles, a luta pela Amazônia e pela Mata Atlântica, esta última até então pouco valorizada pela Sociedade Nacional, embora mais de 120 milhões de habitantes vivam neste rico e ameaçado bioma.

Em São Paulo, onde pesquisadores e a imprensa já denunciavam a situação crítica das florestas, um catastrófico deslizamento de vários trechos das encostas da Serra do Mar ocorrido em 1985 devido a destruição da cobertura florestal pela poluição do polo industrial de Cubatão, impulsionou a luta em defesa da Mata Atlântica. Foram criadas várias Unidades de Conservação Estaduais, decretado o tombamento da Serra do Mar, captados recursos de cooperação internacional e criado um consórcio com estados vizinhos para a proteção da Serra do Mar e suas florestas em toda sua extensão.

Foi no âmbito desse movimento e como um dos objetivos do Consórcio Mata Atlântica que surgiu a proposta de se lutar pelo reconhecimento de áreas da Mata Atlântica como Reserva da Biosfera pela UNESCO. A RBMA tornou-se então produto e, ao mesmo tempo ator privilegiado dessa grande mobilização em defesa de nossa floresta em situação mais crítica.

A RBMA em sua primeira fase incluía apenas algumas áreas isoladas nos Estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. A adesão de órgãos ambientais, cientistas e comunidades de outros estados, fez com que a ideia evoluísse e outras 4 fases de ampliação foram apresentadas à UNESCO, tornando a RBMA uma Reserva da Biosfera na escala do Bioma, envolvendo inicialmente 3, depois 5, logo após 8, em seguida 14 e hoje 15 estados brasileiros.

Englobando centenas de zonas núcleo, extensas zonas de amortecimento envolvendo ou conectando essas zonas núcleo e incorporando também as figuras de Corredores Ecológicos, Mosaicos de Unidades de Conservação e Cinturões Verdes no entorno de áreas urbanas, o desenho da RBMA é muito mais complexo que a figura conceitual original das reservas da biosfera, inicialmente indicada pela UNESCO.

Dadas suas grandes dimensões e complexidade territorial já estabelecida nas suas fases iniciais, um dos primeiros desafios RBMA foi a montagem de um sistema de gestão próprio que assegurasse sua consolidação institucional, a descentralização de suas ações e o desenvolvimento em campo de projetos nas áreas de conservação da biodiversidade, da difusão do conhecimento e da promoção do desenvolvimento sustentável.

Criou-se então, em 1993, seu Conselho Nacional e uma Secretaria Executiva com equipe própria, sediada em São Paulo e mantida com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Ao longo dos anos foram sendo criados Comitês e Subcomitês Estaduais da RBMA e mais recentemente, os Colegiados Regionais integrando suas ações. Foram definidas Áreas Piloto, prioritárias para implementação de seus projetos em campo e Postos Avançados, instituições que funcionam como centros de difusão dos princípios e projetos da RBMA. Formou-se assim, a mais abrangente Rede de Instituições voltadas à conservação de um bioma existente no Brasil.